A mulher representa a humanidade do homem. Sem ela o mundo pereceria de insensibilidade e falta de solidariedade. A mulher é um ser indefinível e inigualável. Um astro que orbita a vida na Terra resplandecendo sua luz e compreensão aos que dela necessitam. A mulher é uma onda de energia e sensibilidade que revigora o coração dos mais insensíveis. Sem as mulheres não haveria humanidade, apenas sequidão e ignorância, pois sua intuição a distingue dos demais.

Ser mulher neste mundo transitório entre sua emancipação(aceitação) é árduo e injusto. Amemos umas as outras.
Solidarizemo-nos com nossas falhas, pois somos humanas e desejamos a cada dia mais sermos apenas compreendidas, amadas e felizes. Isso é um direito divino o qual não pode ser furtado de nós. Somos seres divinos e inserimos todos os dias na humanidade nossa tolerância, solidariedade e principalmente amor.

A mulher é a própria Afrodite renascida das cinzas de um mundo inóspito para vivermos. Somos mulheres, não somos super-heroínas, apenas humanas…

Isolda Colaço


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No Dia 8 de março de 1857,
operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova
Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar
melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho
para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação
de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do
salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno
dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida
com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi
incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato
totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910,
durante uma conferência na Dinamarca,
ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”,
em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de
1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização
das Nações Unidas).

Objetivo da Data 

Ao ser criada esta data, não se
pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências,
debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade
atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o
preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas
ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina,
jornada excessiva de trabalho e
desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda
há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres
Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de
fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi
instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de
reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no
executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das
Mulheres na História 

– 1788 – o político e filósofo francês
Condorcet reivindica direitos de participação política,emprego e educação para as
mulheres.

– 1840 – Lucrécia Mott luta
pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

– 1859 – surge na Rússia, na cidade de São
Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

– 1862 – durante as eleições
municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

– 1865 – na Alemanha, Louise Otto,
cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

– 1866 – No Reino Unido, o
economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres
inglesas.

– 1869 – é criada nos Estados
Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres.

– 1870 – Na França, as mulheres
passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

– 1874 – criada no Japão a primeira
escola normal para moças.

– 1878 – criada na Rússia uma
Universidade Feminina.

– 1893 – a Nova Zelândia
torna-se o primeiro país do mundo a conceder direito de voto às mulheres
(sufrágio feminino). A conquista foi o resultado da luta de Kate Sheppard,
líder do movimento pelo direito de voto das mulheres na Nova Zelândia.

– 1901 – o deputado francês
René Viviani defende o direito de voto das mulheres.

– 1951 – a OIT (Organização
Internacional do Trabalho) estabelece princípios gerais, visando a igualdade de
remuneração (salários) entre homens e mulheres (para exercício de mesma
função).


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